Imagem capa - Freddie Mercury [Na Coleção] por gilson lorenti
Música

Freddie Mercury [Na Coleção]

Hoje, dia 05 de setembro, seria o aniversário de Freddie Mercury. O cantor, e frontman do Queen, estaria completando 74 anos de vida se não tivesse morrido em 1991 com 45 anos de idade em decorrência de complicações causadas pela AIDS. Mesmo tendo morrido no começo da década de 90, o cantor ainda está gozando de ótima popularidade. Isso de deve a um bom gerenciamento de Marketing do Queen, que sempre está colocando algum material inédito na praça, e ao filme que bombou recentemente nos cinemas contando uma parte da carreira da banda. 


Minha história com o Queen é bem bacana. A primeira vez que ouvi a banda, ainda com meus 16 anos de idade, eu odiei a música. Era bem ignorante. Depois de uns anos voltei a ter contato com o material e fiquei apaixonado. Com a idade sempre vem a sabedoria. Hoje tenho todos os discos de estúdio e também os ao vivo do grupo. O que me falta agora são os discos solos lançados pelos membros da banda. E nessa categoria estão os dois discos que adquiri recentemente.

 

Mr Bad Guy (1985)





Na realidade, esse é o único disco solo de Mercury fora do Queen. Foi um período conturbado para o artista e ele queria apostar em sonoridades mais POP, o que não poderia acontecer no Queen. Esse disco saiu logo depois de Hot Space, que seria o disco mais estranho do Queen, justamente uma obra mais POP. Freddie apostou no mesmo produtor de Hot Space,  Reinhold Mack para levar seu projeto adiante. O disco demorou dois anos para ser gravado e foi muito cansativo, pois Freddie queria participar de tudo e de todas as etapas da produção. Esse disco deveria ter uma participação de Michael Jackson, mas acabou não acontecendo por uma certa incompatibilidade entre os hábitos dos músicos.  


Se você é fã do Queen, esse disco pode ser um pouco traumático para você. A sonoridade é basicamente música POP da década de 80. Batidas eletrônicas e muito sintetizador nas músicas. Você vai reconhecer Made in Heaven (que apareceu no disco póstumo do Queen) e I Was Born to Love You (que teve uma versão mais rock também no disco póstumo). Destaques para Living on My Own, My Love Is Dangerous, Mr. Bad Guy e There Must Be More to Life Than This.


Os direitos de todas as músicas pertenciam a uma empresa de propriedade do próprio Freddie Mercury. Depois de sua morte o disco teve um relançamento em 2000 e agora está de volta às lojas em uma versão remasterizada lançada em 2019 aproveitando o sucesso do filme  Bohemian Rhapsody.


Never Boring (2019)




Ainda na esteira do sucesso de Bohemian Rhapsody, mais uma compilação do artista foi colocada no mercado. Never Boring foi lançado em uma versão simples e uma caixa especial. A que eu comprei foi a versão simples, composta por 1 CD contendo 12 faixas. Entre elas clássicos do primeiro disco, algumas do álbum Barcelona (versão orquestrada lançada em 2012) com  Montserrat Caballé e outras músicas gravadas aleatoriamente pelo cantor em sua carreira. Destaques para The Great Pretender, How Can I Go On, Time Waits for No One e Love Kills. 


A versão em box especial da obra traz a coletânea principal, o disco Mr Bad Guy, o álbum Barcelona (versão orquestrada) e um DVD ou BD com clipes e entrevistas e um livro com 120 páginas. 


Barcelona, que teve uma versão deluxe em 2012 com 3 discos, também foi relançado em 2019 remixado em versão simples. Esse, infelizmente, ainda não comprei. O que tenho aqui na estante é a versão original do disco lançado em 1988.

 

Freddie é um artista que faz falta. E mesmo ele estando naquela grande banda que se apresenta no céu, desejo a ele um feliz aniversário e ainda muitas décadas de sucesso.