Imagem capa - Ozzy Osbourne - Blizzard of Ozz - 40 anos depois por gilson lorenti
Música

Ozzy Osbourne - Blizzard of Ozz - 40 anos depois

Mesmo que você não goste de Heavy Metal, você conhece o nome Black Sabbath. A banda surgiu no final da década de 60 e "inventou" o que chamaríamos mais tarde de um estilo de rock pesado. Ozzy Osbourne era o vocalista dessa banda e nos apresentou uma forma de cantar muito característica. Quem já viu ele cantando ao vivo sabe que o cantor não é o melhor vocalista do mundo, mas soube deixar sua marca na história da música com sua simpatia, energia e loucura. No final dos anos 70, vários conflitos internos do Black Sabbath levaram o cantor a ser demitido. Depois de alguns meses de incerteza sobre seu futuro, ele recebeu uma proposta de montar outra banda e seguir carreira na música. Muitos nomes foram sugeridos para essa banda, inclusive Son of Sabbath (nada muito original e uma tentativa de pegar carona no sucesso de sua antiga banda), mas no final o nome da banda seria Blizzard of Ozz. Por conta das reviravoltas normais do mundo da música, esse acabou sendo o título do primeiro disco de Ozzy Osbourne em carreira solo.


Ele foi lançado em 02 de setembro de 1980 e contava com Randy Rhoads na guitarra, Bob Daisley no baixo, Lee Kerslake na bateria e Don Airey no teclado, além do próprio Ozzy nos vocais. A ficha técnica do álbum mostra que os próprios músicos produziram o disco e a foto de capa traz apenas o Madman segurando uma cruz em um sótão. Bem anos 80 toda essa temática. Porém, a grande surpresa estão nas músicas. Se eu já curtisse música nessa época (eu estava com 3 anos de idade), provavelmente esperaria algo muito parecido com o Black Sabbath, mas não foi o que aconteceu. Acho que trabalhar com músicos novos trouxe um novo folego para Ozzy, uma pessoa que pode ser acusada de qualquer coisa, menos de ser um músico preso a uma fórmula especifica. Blizzard of Ozz é um disco empolgante, cheio de energia e, talvez, aquela loucura que se tornou a marca registrada de Ozzy.





O disco começa com a loucura de I Don't Know e continua batendo cabeças com Crazy Train, cuja introdução até hoje aparece nos shows do cantor. Quando as coisas estão animadas, entra a balada Goodbye to Romance, uma das grandes composições da carreira solo de Ozzy. Ainda no lado A do disco temos a polêmica Suicide Solution que levou Ozzy a ser processado por supostamente influenciar no suicídio de um adolescente. Porém, os advogados não conseguiram provar a ligação da música com o suicídio do rapaz. No lado B temos a clássica Mr. Crowley e uma música de Ozzy que não é muito famosa, mas que eu adoro de paixão. Estou falando de Revelation (Mother Earth).


O disco foi um sucesso comercial. Ganhou platina quadrupla nos Estados Unidos (feito que só seria repetido no álbum No More Tears) e no Reino Unido recebeu a certificação de prata por ter vendido 60 mil cópias. Ao todo, até hoje, o disco vendeu 6 milhões de cópias ao redor do mundo. Em 2002 o disco teve um relançamento polêmico onde as linhas de baixo e bateria originais foram substituídas por gravações recentes do baixista Robert Trujillo e do baterista Mike Bordin. Como não pegou muito bem, as gravações originais voltaram no relançamento de 2011. É possível achar as duas versões em uma caixa especial dos 30 anos do disco que foi lançada nos Estados Unidos. 


Aproveitando o aniversário do álbum, uma versão especial já está disponível nos serviços de streaming. As novidades do lançamento incluem sete faixas ao vivo incluindo as raras “You Said It All”, “Steal Away” e “Revelation”, gravadas da Blizzard Of Ozz Tour .. Além disso, teremos o relançamento em DVD dos shows Live & Loud de 1993 (responsável pela turnê do disco No More Tears) e do Live at Budokan de 2002.


Longa vida para o Madman e sua trupe, e que sua música ecoe pelas décadas futuras.